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cachorro comendo racao

 

 

 

Há cerca de duas décadas, a comida caseira – e muitas vezes a sobra deixada no prato pelos humanos – era a forma de alimentar os animais domésticos. Hoje, porém, as rações ganharam espaço no cardápio dos pets, mostrando ser mais práticas, apropriadas e com maior qualidade nutricional. “Trata-se de um alimento completo, balanceado e equilibrado, rico em nutrientes que constituem a base de uma dieta saudável. Em porções adequadas, supre as necessidades diárias de ferro, zinco e cálcio, entre outras substâncias essenciais ao crescimento, desenvolvimento e manutenção do animal”, diz a veterinária Andrea Regina Moreira, de São Paulo.

 

 

DOS 21 MILHÕES DE CÃES COM ENDEREÇO FIXO NO BRASIL, CERCA DE 7,1 MILHÕES (34%) SÃO ALIMENTADOS COM RAÇÃO

 

 

Segundo os especialistas, para acertar na escolha é preciso levar em conta a idade, a raça, o estado de saúde e o estilo de vida do bicho. O mercado dispõe de uma ampla variedade para cada uma dessas categorias. Filhotes, adultos e idosos, por exemplo, contam com diferentes opções. Algumas rações, inclusive, têm objetivos bem específicos: existem alimentos para crias de gatos de um a quatro meses e de quatro a doze meses. Cães das raças rottweiller, labrador, cocker, pooddle, dachshund, maltês, yorkshire e pastor alemão também desfrutam de composições desenvolvidas especialmente para eles, da mesma maneira que gatinhos siameses e persas. Já os pets com problemas de saúde – do tipo cardiopatias, diabetes e alergias – podem se beneficiar das rações chamadas ‘medicamentosas’, que devem fazer parte do tratamento clínico veterinário, mas não substituir os remédios. E os gordinhos não ficam de fora, contando com versões especiais para o período de dieta e ‘light’, para a manutenção de peso.

Uma vez determinado o alimento, é necessário ficar atento às informações contidas na embalagem, bem como seu prazo de validade. “O dono deve verificar a idoneidade do fabricante e o valor nutricional do produto. As rações mais indicadas são as do tipo super premium e premium”, diz Andrea Regina Moreira. Elas são assim classificadas a partir de seu percentual de qualidade – que abrange a origem dos ingredientes, bem como o índice de aproveitamento deles no processo digestivo do animal.

 

 

ATENÇÃO: É IMPORTANTE MANTER TAMBÉM UM POTE COM ÁGUA FRESCA SEMPRE DISPONÍVEL AO ANIMAL

 

 

Quanto maior a digestibilidade – ou seja, processo que torna a digestão mais eficaz, com a melhor absorção de vitaminas e aminoácidos, reduzindo com isso também o volume das fezes do animal – menor será o consumo diário de ração (o que acaba compensando o preço elevado do melhor produto). “As opções premium possuem uma composição mais nobre de nutrientes, são ricas em ácidos graxos insaturados ômegas 3 e 6 e proporcionam muito mais saúde e bem-estar ao animal e em quantidades menores por refeição”, explica a veterinária.

Independente de cores e sabores, a ração deve ser apropriada para uma boa mastigação. Nesse quesito, existem três alternativas: as secas (com os pellets – pedaços de ração – durinhos e mais resistentes ao calor), as úmidas (enlatadas, de consistência macia, porém mais perecíveis) e as semi- úmidas. “Na hora da refeição, o ideal é dar a seca para estimular a mastigação e auxiliar na higiene bucal, já que ajuda a reduzir o tártaro nos dentes. Se o animal tiver dificuldade para comer, como no caso de filhotes com dentição em desenvolvimento, adultos com alguma deficiência ou idosos, deve-se misturá-la com água morna ou oferecer os outros tipos, desde que adequados ao perfil do bichinho”, recomenda Andrea Regina.

Quanto ao número de refeições, cães de até 12 meses de idade precisam fazer de três a quatro por dia e, após esse período, de duas a três. Já os gatos, segundo os especialistas, estão liberados para comer à vontade.

No caso dos cachorros, se houver alguma rejeição pela ração – ou porque o animal não está acostumado ou em razão da troca de tipo ou marca não se deve desistir. O indicado é que o hábito seja introduzido de maneira gradual, misturando-se aos poucos em cada refeição a nova comida com a que ele está acostumado até que seja substituída por completo.

 

 

Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/14/artigo8659-1.asp/